Endoscopia é grande aliada no diagnóstico e tratamento de doenças

Riscos durante o exame são mínimos

Um grande aliado para diagnosticar problemas e também realizar alguns tratamentos do trato gastrointestinal é a endoscopia. Como em outros exames, a endoscopia exige cuidados, mas de acordo com a diretora técnica da Clínica Lucano, a médica Maria Cristina Sartor, as probabilidades de erro são muito pequenas, “desde que obedecidos todos os preceitos de segurança preconizados para o procedimento. Certamente, os riscos são muito menores do que possíveis doenças”, esclarece.

A médica Maria Cristina considera a endoscopia um dos melhores exames. “Ela é mais precisa que o exame radiológico para detectar inflamações, úlceras ou tumores. Além disso, o procedimento também permite que sejam feitas biópsias (pequenas amostras do tecido) de áreas suspeitas ou a retirada de pequenas lesões”, explica. Em alguns casos, a complementação da investigação com exames radiológicos pode ser importante, “porém, atualmente, a endoscopia é certamente a principal ferramenta para o diagnóstico das doenças do tubo digestório e pa ra a prevenção do câncer do mesmo”, afirma.

A endoscopia digestiva é um exame difundido no mundo todo há várias décadas. “Hoje os profissionais são treinados em centros de excelência e com aparelhos desenvolvidos para minimizar os riscos”, descreve Maria Cristina. É importante que os exames sejam feitos por médicos especialistas, licenciados e certificados pelas sociedades das suas especialidades. Outra forma de certificação é o médico ter sido aprovado e ter concluído o curso de residência médica na área.

Além disso, para o sucesso e segurança do procedimento é necessário qualidade do equipamento e das medicações, instalações adequadas, pessoal com treinamento especializado, tanto no que concerne à assistência de enfermagem quanto na assistência médica.

Sedação

Um ponto que gera receio nas pessoas é a anestesia. Segundo a médica Maria Cristina, a sedação, quando se faz necessária, serve para oferecer conforto e segurança tanto para o paciente quanto para o médico examinador. “Para cada procedimento e indivíduo é aplicado um nível diferente de medicamento. As variáveis a serem obedecidas são: sensibilidade do paciente à anestesia e condições de saúde do paciente que podem aumentar o risco para qualquer tipo de procedimento”, conta.

Ela ainda complementa que a instituição deve prover materiais para uso eventual em emergências cardiorrespiratórias como mecanismos para respiração artificial, controle da atividade cardíaca e monitoramento dos dados vitais, medicações, fonte segura de oxigênio e ar comprimido medicinal. Tudo isso é coordenado pelos médicos responsáveis pelo procedimento endoscópico e pela sedação. “Pela lei brasileira não há necessidade de que a sedação seja feita especificamente por médicos anestesiologistas, certificados pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia, embora seja o recomendável. Mas, no mínimo, o médico responsável pela sedação e controle vital do paciente não deve ser o mesmo que faz a endoscopia”, recomenda.


Equipe de apoio

A equipe de apoio também deve ser formada por profissionais de enfermagem familiarizados a todas as etapas do procedimento, desde a limpeza adequada dos equipamentos, segundo as normas certificadas de desinfecção e esterelização, a guarda de materiais acessórios, descartáveis ou não, e a correta utilização dos mesmos. “Isso é imprescindível para que sejam obedecidas as normas de limpeza e desinfecção”, conta a médica.

Os aparelhos de endoscopia não são descartáveis, mas sim alguns acessórios, como bisturis especiais para retirada de pólipos ou tumores, agulhas endoscópicas e alguns tipos de pinças. Os outros acessórios que não são descartáveis devem ser esterilizados em óxido de etileno ou autoclaves, garantindo a sua segurança do processo.

Recomendações

A diretora técnica da Clínica Lucano diz que antes da realização de qualquer procedimento é recomendável que o paciente converse com o médico que solicitou o exame ou com aquele que irá realizá-lo para esclarecer dúvidas. “A informação é o melhor instrumento para que o paciente e a equipe profissional saiam satisfeitos e seguros de terem realizado um procedimento útil e seguro”, afirma. Para se prevenir, o paciente também pode consultar o Conselho Regional de Medicina do seu estado quanto à certificação dos médicos e do estabelecimento envolvidos.

Kelly Ayres
RDO Brasil



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