Arquivo de 9 de Setembro de 2008

Período de eleições gera demanda para o setor gráfico

No período de eleições o setor gráfico tem uma demanda maior. De acordo com dados do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), o segmento promocional, procurado em campanhas políticas, responde por 11,92% do total da indústria gráfica, e em 2007 sua produção foi de R$ 2,71 bilhões. A perspectiva é que o segmento cresça aproximadamente 15% no ano de 2008, acumulando um total de R$ 3,1 bilhões.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Paraná (Sigep) e Abigraf-PR, Sidney Paciornik, não são todos os setores gráficos que trabalham com as eleições, mas esse período indiretamente favorece todo o setor. “O mercado fica aquecido, pois mesmo aquelas gráficas que não trabalham com materiais para eleições, podem receber clientes de gráficas que negam serviços por estarem envolvidos em divulgações de campanha”, explica.

Além das gráficas, as distribuidoras de papel também estão sendo afetadas. Paciornik comenta que o mercado está com falta de papel couché. “A procura por este tipo de papel aumentou, devido ao seu preço ter caído”, fala. O proprietário da Kamipel Distribuidora de Papéis, Fábio Kokubu, diz que a procura por alguns tipos de papéis (adesivo, couché, offset) aumentou de 15% a 20%. “Este é um bom período para o setor gráfico de um modo geral e todos têm que estar preparados para a demanda”, conta.

O presidente do Sigep/Abigraf-PR explana que trabalham diretamente com as eleições as gráficas focadas no mercado promocional, mas que este período já mexeu mais com o setor. “Hoje tem mais controle nas publicidades eleitorais e menos verba”, fala. Até mesmo as gráficas têm que colocar o número do CNPJ nos materiais impressos.

Paciornik acrescenta que essa demanda é algo eventual e nesse ramo não há fidelidade. “Por isso, geralmente as gráficas não compram máquinas pensando nesse período. O que pode acontecer é de algumas empresas contratarem funcionários temporários”, fala. Mas além do aquecimento do mercado, as eleições também podem gerar alguns problemas para o setor. “Há muita inadimplência, por isso a gráfica que vai atender para as eleições deve se programar”, sugere. Deve-se ter uma reserva de papel e de capital.

Para o presidente do Sigep/Abigraf-PR todo trabalho eventual é bom, mas alguns cuidados devem ser tomados, como: “não atender um único político, mas sim um partido ou um grupo, não deixar de lado os clientes fixos, programar-se para atender a todos bem e com qualidade”, comenta.

Kelly Ayres
RDO Brasil

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