Arquivo de Setembro de 2008

Trabalhando de forma responsável com o Meio Ambiente

Case: FGVTN Brasil

A FGVTN Brasil, devido a grande preocupação com o meio ambiente, adota sistemas para o Gerenciamento Ambiental, ou seja, busca meios para equilibrar a atividade industrial, o homem e o meio ambiente.

A partir dessa filosofia, a empresa procura diversas formas para tratar efluentes e resíduos. Além de utilizar de forma racional os recursos naturais. Com isso, a FGVTN tem o objetivo de evitar a poluição, atender às legislações ambientais e promover o desenvolvimento sustentável, para garantir a melhoria e a preservação do ambiente.

Assim, a FGVTN apresenta vários projetos envolvendo responsabilidade ambiental, como o tratamento de efluentes do processo de galvanização. A fábrica possui, em sua linha de produção, a galvanização e a pintura, desses processos resultam efluentes que precisam de tratamento. De acordo com o técnico de segurança, Carlos Saldanha, a FGVTN possui uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), onde os resíduos são tratados e depois passam por um “Filtro Prensa”, para reduzir o volume. A cada dois ou três meses os efluentes são enviados para uma empresa especializada em soluções ambientais.

Os resíduos sólidos também são reaproveitados. Segundo o técnico de segurança, os retalhos de madeira que sobram na fábrica são doados à Fundação de Ação Social (FAS) da Prefeitura de Curitiba. “Na FAS a madeira é reutilizada na construção de casas e outros objetos e, às vezes, até trocada por outros materiais”, comenta.

Outro projeto realizado é a reciclagem de papel. Todo papel e papelão utilizado na FGVTN é separado e reciclado. Com a utilização de papel reciclado se economiza matéria-prima e outros recursos naturais. De acordo com dados do site Ambiente Brasil, na fabricação de uma tonelada de papel, a partir de papel usado, o consumo de água é muitas vezes menor e o consumo de energia é cerca da metade. Economizam-se 2,5 barris de petróleo, 98 mil litros de água e 2.500 kw/h de energia elétrica com uma tonelada de papel reciclado. Além da redução dos custos das matérias-primas e da economia de recursos naturais, a reciclagem de papel diminui o lixo e gera empregos.

A FGVTN, pensando no futuro, também já adequou seus produtos às novas especificações sancionadas pela União Européia, a chamada Norma ROHS (Restriction of Certain Hazardous Substances, em português, Restrição ao Uso de Certas Substâncias Perigosas), que proíbe o uso de substâncias tóxicas como cádmio (Cd), mercúrio (Hg), cromo hexavalente (Cr(VI)), bifenilos polibromados (PBBs), éteres difenil-polibromados (PBDEs) e chumbo (Pb) em produtos elétricos, eletrônicos ou que sejam fabricados com metais, em geral.

A norma quer garantir segurança aos consumidores e cuidar do meio ambiente, pois a partir dessa data, além da produção, a comercialização de produtos com essas substâncias estão proibidas na Europa. A nova norma restringe a entrada de produtos estrangeiros do gênero que não estejam de acordo com as especificações da UE.

A idéia é ser pioneira em atender as exigências internacionais, aumentando a presença dos produtos FGVTN em grandes mercados. De acordo com Ariel Santos Lima, coordenador de desenvolvimento de produtos da FGVTN Brasil, “é importante estarmos preparados para futuras negociações, atender às legislações e demonstrar preocupação com o ambiente, pois esses são fatores que sem dúvida ajudam qualquer empresa a manter e fortalecer sua imagem perante o mercado”, conta ele.

O técnico de segurança conta que a empresa também desenvolve projetos de reflorestamento. Recentemente, foram plantadas 70 mudas de diversas espécies de árvores no terreno da FGVTN.

A empresa procura conscientizar os colaboradores, promovendo palestras e oficinas. Também faz projetos como a coleta do resíduo de óleo de cozinha, em que os colaboradores levam o resíduo para um tambor na fábrica e a FGVTN envia para a prefeitura. O óleo de cozinha usado quando jogado na rede de esgoto, causa o entupimento e o mau funcionamento das estações de tratamento. Para retirar o óleo e desentupir são utilizados produtos químicos, o que se torna prejudicial.

A FGVTN está pensando em novos projetos para trabalhar de um forma responsável com o meio ambiente.

Gabriela Sguarizi
RDO Brasil
Matéria publicada no site www.fgvtn.com.br

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O espetáculo vai começar!

As cortinas abrem-se novamente para mais um espetáculo! Entre os dias 20 e 30 de março, Curitiba será o palco para mais um Festival de Teatro de Curitiba, que está na sua 17ª edição. Serão apresentados mais de 300 espetáculos e performances em teatros, praças, ruas e bares da capital paranaense.

Mas este ano haverá mudanças, Leandro Knopfholz, um dos idealizadores do evento, está na direção geral no lugar de Victor Aronis. De volta ao Brasil depois de cursar um mestrado em Gestão de Entretenimento na Inglaterra, Knopfholz traz novas idéias de expansão para o Festival, que passará a se chamar “Festival de Curitiba”, sem a palavra teatro. O evento abrangerá outras manifestações culturais, como artes visuais e literatura, através da Usina de Idéias. O modelo é inspirado no Festival de Edimburgo (Escócia), do qual o Fringe – mostra paralela do Festival - foi copiado, que começou como um evento de artes cênicas e atualmente contempla manifestações artísticas variadas.

O Festival terá 22 espetáculos na Mostra de Teatro Contemporâneo, dos quais nove são estréias nacionais, entre elas Beatles – Num Céu de Estrelas com direção de Charles Möeller, Cruel (título provisório) com direção de Débora Colker e Hitchcock Blonde dirigido por Paulo Biscaia. Também acontecerão os tradicionais Fringe e Risorama, novidades como o projeto Residência das Artes, que busca um envolvimento direto das artes cênicas com a vida da cidade (produção do grupo Os Sátyros que será encenada em uma favela de Curitiba) e a mostra Carrossel, que leva uma programação de espetáculos selecionados do Fringe a cinco cidades da Região Metropolitana.

Para o Festival foram cadastrados 752 projetos de diversos lugares do Brasil e do mundo, como Espanha, Portugal, Alemanha, Inglaterra e Japão. Cerca de vinte estados brasileiros estarão representados nas peças da Mostra Contemporânea e da mostra paralela Fringe.

Os ingressos começam a ser vendidos a partir de 18 de fevereiro no quiosque do Festival no ParkShopping Barigüi em Curitiba e pela internet, no site da Ingresso Rápido.

Informações sobre locais e horários das apresentações e preços dos ingressos podem ser conferidas no site www.festivaldeteatro.com.br a partir de 15 de fevereiro. Na Mostra Oficial será cobrado R$30,00 por ingresso.

Programação

Mostra Contemporânea
Os espetáculos integrantes desta mostra são selecionados pela curadoria do evento por terem representatividade no panorama teatral brasileiro.

Atrações Infantis
Espetáculos com produção de destaque no contexto das peças infantis encenadas no país.

Fringe
O nome vem da similaridade com um evento escocês, que acontece em Edimburgo. O Fringe não tem uma curadoria, traz um grande número de espetáculos profissionais de companhias de vários estados. Nas ultimas edições o Fringe atraiu a atenção de grupos estrangeiros e também de artistas consagrados no Brasil.

Eventos Especiais
Estes eventos acontecem durante o Festival, complementando a programação. São desfiles, oficinas, exposições e outras manifestações artísticas.

História

Em 1992 foi realizada a primeira edição do Festival de Teatro de Curitiba. Desde então o Festival tem acontecido ininterruptamente em março de todos os anos. Já foram realizados 1607 espetáculos para um público estimado em 1,2 milhão de pessoas.

O Festival nasceu de uma conversa entre os estudantes Leandro Knopfholz e Carlos Eduardo Bittencourt, então com 18 e 22 anos, em uma mesa de restaurante. Eles tinham acabado de ver a peça New York, New York, de Edson Bueno, no Teatro Guaíra e lamentavam o pequeno número de peças de teatro em cartaz na cidade. Leandro sugeriu ao amigo que organizassem um festival na cidade. Em dezembro de 1991 eles promoveram a festa de lançamento do Festival, que iria estrear no dia 19 de março do ano seguinte.

Kelly Ayres
RDO Brasil
Matéria publicada na Revista Ética & Estética - ed. 35

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Muito mais do que filtrar a luz

O vidro como objeto de decoração

A origem do vidro é rodeada por mistérios. Não há dados precisos, mas historiadores acreditam que o vidro já era conhecido quatro mil anos antes de Cristo, pois foram descobertos objetos de vidro nas necrópoles egípcias. Conta-se que foram os navegadores fenícios os precursores da indústria do vidro. Os navegadores fizeram fogueiras na praia para aquecer suas refeições e perceberam que a areia e o calcário das conchas se combinavam através da ação da alta temperatura. Foi uma descoberta casual e hoje o vidro está presente no cotidiano de todos e tem múltiplas aplicações, desde janelas para casas e edifícios, pára-brisas e janelas dos automóveis, lâmpadas, garrafas, frascos, recipientes, copos, lentes, tela de televisores e monitores, fibra ótica, entre muitas outras utilidades.

A base para fabricação do vidro sempre foi a mesma, o que mudou foram algumas composições e a tecnologia, que acelerou o processo e possibilitou maior diversidade para seu uso. Na decoração o vidro já era utilizado desde o século X, nos vitrais de igrejas e catedrais. O efeito da luz solar que penetrava pelos vitrais, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente. Hoje os vitrais ainda são utilizados, tanto em igrejas, quanto nas casas. Também servem de base para acessórios como luminárias, porta-retratos, castiçais, cachepôs e até mesmo em móveis.

De acordo com a decoradora Rita Cardoso Alves, nos anos 70 a moda do vitral estava no auge, mas começaram a surgir muitos trabalhos de falsos vitrais, o que fez cair um pouco a procura. “Esses vitrais eram menos resistentes, quase que descartáveis”, explica Rita. Ela conta que o vitral falso é uma pintura no vidro, já o legítimo é composto por pedaços de vidros coloridos colados que formam o desenho. Rita esclarece que o vitral legítimo tem um custo bem maior do que um vitral pintado, pois “dá muito mais trabalho e o vidro utilizado é importado, o que encarece o produto”. O m² de um vitral pode custar de R$ 1.100,00 a R$ 2.500,00. “Mas esse valor vai depender de cada artista”, comenta.

Segundo a decoradora o vitral não pode ser utilizado em qualquer local, precisa haver uma boa situação para iluminação do vitral. “O que dá o efeito e mostra o colorido no vitral é a luz. Caso não haja uma situação de iluminação adequada, ela precisa ser criada artificialmente”, explica. Além disso, o vitral tem que se integrar com a decoração do ambiente. “Existe um projeto certo para cada necessidade”, expõe. O vitral tem que ser utilizados em ambientes certos e que exijam algo mais trabalhado. “Ele pode ser utilizado num hall de entrada, vão de escada, clarabóia e em divisórias, o que permite a decoração de dois ambientes”, descreve Rita. Já nos móveis, a decoradora conta que o vitral pode ser utilizado em armários de sala, tampos de mesa de centro e cristaleiras, “em móveis mais antigos, em que se queira aliviar a decoração”. Ela acrescenta que o vitral pode ser utilizado como um detalhe.

Além dos vitrais, o vidro pode ser aplicado em divisórias, tetos e paredes de ambientes residenciais e comerciais, assim como nos móveis: roupeiros, cristaleiras, frontais de gavetas, estantes, racks, tampos de mesas, aparadores, portas de armários de cozinha e de quarto, prateleiras. São utilizadas técnicas como jateamento, texturização, laminação e coloração, que tornam o vidro em um grande aliado na decoração.

Kelly Ayres
RDO Brasil
Matéria publicada na Revista Ética & Estética - ed. 35

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Período de eleições gera demanda para o setor gráfico

No período de eleições o setor gráfico tem uma demanda maior. De acordo com dados do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), o segmento promocional, procurado em campanhas políticas, responde por 11,92% do total da indústria gráfica, e em 2007 sua produção foi de R$ 2,71 bilhões. A perspectiva é que o segmento cresça aproximadamente 15% no ano de 2008, acumulando um total de R$ 3,1 bilhões.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Paraná (Sigep) e Abigraf-PR, Sidney Paciornik, não são todos os setores gráficos que trabalham com as eleições, mas esse período indiretamente favorece todo o setor. “O mercado fica aquecido, pois mesmo aquelas gráficas que não trabalham com materiais para eleições, podem receber clientes de gráficas que negam serviços por estarem envolvidos em divulgações de campanha”, explica.

Além das gráficas, as distribuidoras de papel também estão sendo afetadas. Paciornik comenta que o mercado está com falta de papel couché. “A procura por este tipo de papel aumentou, devido ao seu preço ter caído”, fala. O proprietário da Kamipel Distribuidora de Papéis, Fábio Kokubu, diz que a procura por alguns tipos de papéis (adesivo, couché, offset) aumentou de 15% a 20%. “Este é um bom período para o setor gráfico de um modo geral e todos têm que estar preparados para a demanda”, conta.

O presidente do Sigep/Abigraf-PR explana que trabalham diretamente com as eleições as gráficas focadas no mercado promocional, mas que este período já mexeu mais com o setor. “Hoje tem mais controle nas publicidades eleitorais e menos verba”, fala. Até mesmo as gráficas têm que colocar o número do CNPJ nos materiais impressos.

Paciornik acrescenta que essa demanda é algo eventual e nesse ramo não há fidelidade. “Por isso, geralmente as gráficas não compram máquinas pensando nesse período. O que pode acontecer é de algumas empresas contratarem funcionários temporários”, fala. Mas além do aquecimento do mercado, as eleições também podem gerar alguns problemas para o setor. “Há muita inadimplência, por isso a gráfica que vai atender para as eleições deve se programar”, sugere. Deve-se ter uma reserva de papel e de capital.

Para o presidente do Sigep/Abigraf-PR todo trabalho eventual é bom, mas alguns cuidados devem ser tomados, como: “não atender um único político, mas sim um partido ou um grupo, não deixar de lado os clientes fixos, programar-se para atender a todos bem e com qualidade”, comenta.

Kelly Ayres
RDO Brasil

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Falando sobre Identidade e Estratégia

Entendendo a identidade empresarial como o conjunto de elementos representativos da empresa (apoiados por peças de comunicação), é necessário que ela esteja respaldada pelo planejamento estratégico. Entretanto, o que se observa no mercado é que na maioria das empresas isto não ocorre.

Encontramos no dia-a-dia uma série de ações isoladas que comprometem as mensagens e imagem das empresas. Isso acontece mesmo em processos que envolvam uma única agência de publicidade e propaganda ou empresa de comunicação, caso não se tenha orientado seu trabalho através de um plano estratégico que compreenda uma estratégia em comunicação. Ainda é mais comum encontrarmos processos dos quais participam várias agências, empresas e profissionais de segmentos específicos, seja uma para a criação da marca e logotipo, da papelaria, do visual merchandising; outra para o desenvolvimento dos títulos multimídia, do site de internet e intranet; outra da sinalização externa e sinalização de frota; outra para a criação dos uniformes; outra para a criação de peças publicitárias e assim por diante.

Não se faz necessário que uma única agência ou empresa fique responsável por todos elementos que venham a compor a identidade de uma organização, mas é imprescindível que apenas uma (especialista em planejamento e gerenciamento estratégico) em conjunto com a empresa (cliente) estabeleça o planejamento estratégico em comunicação, no qual estarão especificados os dados técnicos, características e informações pertinentes à conceituação da empresa, da marca, do posicionamento de mercado entre outros pontos importantes.

Contando com o plano estratégico em comunicação, a empresa pode contratar, se assim desejar, outros fornecedores para a criação das peças necessárias, garantindo uma comunicação integrada, sem as distorções de informações e conceitos. Exemplo: a administração tem um posicionamento, a marca apresenta várias aplicações, uma diferente das outras, a loja não tem relação nenhuma com a administração, o site parece ser de outra empresa e discursos diferentes dos colaboradores.

Um ponto, que também é muito importante, é que a identidade empresarial e o planejamento estratégico não são exclusividades de grandes corporações. Seja qual for o tamanho da empresa, deve-se ter a preocupação da tomada de decisões embasadas em estudos e planos. Talvez isso seja o diferencial em relação aos concorrentes e com o mercado, talvez esse diferencial agregado a outros valores, seja a garantia de sobrevivência da empresa.

Leandro Roth
RDO Brasil

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